Imagem Corporal em Jovens Adultos – Dinâmicas Intergeracionais e a Construção da Autoimagem
Introdução
A estruturação da autoimagem em jovens adultos é modulada por experiências relacionais internalizadas, nas quais o corpo torna-se o receptáculo de projeções parentais. A angústia manifesta-se diante de expectativas maternas que impõem ideais de perfeição e demandas de suporte emocional, influenciando a forma como o indivíduo busca potência e validação no mundo social através de sua corporeidade.
O Impacto das Projeções e Expectativas Maternas
Nos atendimentos com jovens adultos, observa-se que a relação com o corpo é frequentemente atravessada por experiências internalizadas ao longo do desenvolvimento. Identifica-se a influência de uma figura materna que, tendo vivenciado um olhar de reprovação sobre o próprio corpo, imprime na filha o desejo idealizado de um corpo perfeito e dotado de capacidades que atendam aos seus próprios ideais.
Dinâmicas Fusionais e a Busca por Potência
Observa-se, ainda, a configuração de uma mãe que busca incessantemente um encontro fusionado, lamentando suas próprias adversidades e delegando à filha a responsabilidade de lidar com os desconfortos presentes em sua vida.
Nesse contexto, a jovem pode passar a oferecer seu corpo ao desejo masculino, utilizando essa via como a única forma potente de estar no mundo. Tais fenômenos evidenciam que muitos pacientes expressam angústia diante das expectativas e projeções maternas, confirmando a influência direta do olhar materno sobre a construção da autoimagem.
Referências
- KACHANI, Adriana Trejger; JACOBSOHN, Patricia Gipsztejn (Org.). Imagem corporal na prática clínica. Barueri: Manole, 2025.
